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Sistema consegue criar vídeos prevendo o futuro

Pesquisadores do MIT desenvolveram um sistema capaz de criar vídeos prevendo o futuro. O programa usa um algoritmo de aprendizagem profunda para desenvolver imagens mostrando o que espera que aconteça em seguida.

Como funciona?

O sistema processa a cena inteira de uma vez só. “Os sistemas anteriores processavam a cena quadro a quadro, algo como um grande jogo de telefone sem fio em uma grande sala. Ao andar pela sala, a mensagem vai se desfazendo. Agora, em vez de tentar prever os quadros ao mesmo tempo, é como se estivéssemos falando com todos da sala de uma vez”, explica Carl Vondrick, um dos autores do projeto.

A tecnologia não consegue produzir mais de 1,5 segundos do “futuro” e os resultados não são exatos: o sistema não sabe se os objetos continuam na cena enquanto se movem e tende a exagerar seus tamanhos. Em testes, no entanto, ele conseguiu prever cenas como as ondas do mar e pessoas caminhando na grama.

Na prática, o sistema pode conseguir, futuramente, prever onde os pedestres e carros estão indo, ao ser incorporado a um carro autônomo, ou identificar incompatibilidades em gravações, com base nas imagens esperadas, em câmeras de segurança.

 

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Carros conectados será boa ideia? Hackers conseguiram roubar um por aplicativo

Uma das preocupações com os carros conectados é a possibilidade de hackear o veículo. Para mostrar que isso não é cena de filme de ficção científica, uma equipe de hackers conseguiu localizar, desbloquear e “roubar” um Tesla Model S de um colega sem precisar da chave do carro.

Eles usaram o próprio aplicativo da montadora, que mostra para o motorista o nível de bateria, controle de temperatura e localização do carro.

Os hackers só precisaram fazer a pessoa baixar um aplicativo malicioso para ter acesso ao smartphone do motorista – no caso, foi criado um ponto de acesso de Wi-Fi gratuito perto de uma estação de carregamento da Tesla que oferecia hambúrguer de graça para proprietários que fizessem o download de um aplicativo específico.

Eles então conseguem rastrear o carro e saber quando e onde ele está estacionado. Depois, basta destravar o carro através de uma função do aplicativo e ativar o modo keyless.

O truque não é uma demonstração de uma vulnerabilidade exclusiva da Tesla, mas sim um exemplo de como dispositivos conectados à internet e ligado a um aplicativo podem ser usados nesse tipo de ataque.

Em resposta ao site International Business Time, a Tesla afirmou que o experimento “não demonstra quaisquer vulnerabilidades específicas da Tesla. Esta demonstração mostra o que a maioria das pessoas sabem intuitivamente, que se um telefone é hackeado, os aplicativos do aparelho não são mais seguros”.

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Dicas para economizar e não cair em golpes nessa Black Friday

Falta exatamente uma semana para a maior enxurrada de descontos do ano, a Black Friday, no dia 25 de novembro. As reclamações de falsas promoções diminuíram desde o início do evento no Brasil, segundo o site Reclame Aqui, mas ainda há riscos de cair em armadilhas.

Como saber se os descontos realmente valem a pena ou são maquiados pelas empresas? Veja as dicas a seguir para não gastar dinheiro à toa.

1. Monitore o histórico de preços

Ainda é comum empresas aumentarem os preços nos dias anteriores à Black Friday, com a promessa de oferecer descontos estratosféricos na data promocional. Foi o que percebeu a publicitária Camila Piccinini, 24, que há quatro meses pesquisa preços de eletrodomésticos para sua casa nova.

Com a ajuda de sites comparadores de preços, como o Buscapé e o Bondfaro, ela monitora o histórico dos valores dos produtos, com a esperança de aproveitar a Black Friday. “Eu não fazia ideia se os preços estavam bons ou não. O problema é que, quanto mais eu controlo, mais eu vejo todas as sacanagens das empresas, com propagandas enganosas”, denuncia.

O gráfico mais assustador de Camila é o que monitora os preços de microondas nos últimos seis meses. Desde o início de novembro, os preços saltaram 30% e alcançaram um patamar nunca visto antes.

Black Friday; Buscapé

Desse jeito, Camila só vai aproveitar a Black Friday se os preços caírem proporcionalmente além do que já aumentaram. Se não, prefere esperar a promoção passar.

Monitorar esse histórico de preços, com a ajuda de sites, é fundamental para ter certeza de que os descontos valem a pena. Lembre de incluir nas comparações o valor do frete, que às vezes sobe na data do evento, como aconselha Francisco Cantão, sócio-diretor da Proxy Media, empresa organizadora da campanha Black Friday de Verdade.

2. Comece a busca de madrugada ou no início do dia

Se encontrar boas promoções logo no início do evento, a partir da meia-noite, Cantão recomenda não esperar para comprar. “Até podem existir descontos melhores ao longo do dia, mas a tendência é que as promoções mais agressivas aconteçam no início do evento”, explica.

Descontos de 20% já são relevantes para eletrodomésticos, pois a margem dos varejistas para produtos linha branca são menores. Já para móveis, roupas, alimentos e bebidas, você pode exigir descontos maiores, de 50%, como orienta Cantão.

3. Planeje as compras

É verdade que a Black Friday é uma ótima oportunidade para encontrar produtos por preços melhores, mas a compra exige um planejamento mínimo, como lembra o educador financeiro José Vignoli, do SPC Brasil. Antes de comprar por impulso, faça uma revisão das próximas faturas do cartão de crédito e avalie quanto as novas parcelas vão pesar no orçamento.

Não esqueça que o fim do ano acarreta despesas extras, como o IPVA, o IPTU e a matrícula escolar. Organize o orçamento de forma que você não fique com a corda no pescoço. “Compre só o que se adequar ao seu fluxo de caixa e o que não transforme você em um escravo das parcelas”, orienta Vignoli.

4. Pague com cartão de crédito

Ué, especialistas em finanças pessoais estão recomendando usar o cartão de crédito? É isso mesmo, pois em compras na internet, esse é o meio de pagamento mais seguro. Esqueça aquele estigma de que é inseguro digitar os dados da cartão na web, como recomenda Tom Canabarro, cofundador do Konduto, sistema que barra fraudes na internet.

Ao pagar com cartão, você poderá solicitar ao banco o estorno da transação, se tiver qualquer problema. Já se pagar com boleto bancário, não há nenhuma garantia de que receberá o dinheiro de volta. Por isso, desconfie de sites que só aceitam pagamentos por boleto bancário.

5. Copie ou fotografe as telas das etapas da compra

Se houver algum erro na compra, como a cobrança de um valor maior do que o prometido ou o não recebimento do produto, salvar as imagens das etapas da compra no site pode ajudar a comprová-la.

Guarde também os e-mails de confirmação e de prazo de entrega enviados pelo site, como sugere Diógenes Carvalho, diretor do Instituto Brasileiro de Política e Direito do Consumidor (Brasilcon), mestre em direito econômico e doutor em economia comportamental.

Nessa situação de erro, tente primeiro negociar de forma amigável com a loja, como aconselha Ione Amorim, economista do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). Se não adiantar, procure o Procon da sua cidade ou denuncie o site na Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon).

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Vírus que causou problemas na Europa chega ao Brasil, saiba como se proteger

O uso de ransomwares está cada vez mais na moda no mundo dos cibercriminosos. Prova disso é que o temido Crypt888, vírus que causou bastante problema na Europa, principalmente na Itália e na República Tcheca, já chegou ao Brasil e está deixando muita gente preocupada.

Como de praxe, o arquivo malicioso infecta o computador da vítima criptografando todo o conteúdo gravado no HD. Para liberar o acesso aos dados, o criminoso cobra uma espécie de “resgate” que, no caso desse golpe em específico, custa R$ 2 mil.

Tudo é pago por bitcoin, moeda criptografada que não é facilmente rastreável. Se você não sabe como fazer isso, não tem problema. Os próprios invasores explicam passo a passo como comprar o dinheiro virtual e transferi-lo para a carteira virtual indicada.

A peculiaridade desse golpe em relação aos outros é que ele traz o aviso de que o computador foi infectado e as instruções de pagamento em português. Um indício de que hackers brasileiros mal-intencionados tenham copiado o esquema dos criminosos estrangeiros.

Como se proteger

Se você já foi infectado, é bastante provável que não haja muita coisa a ser feita, já que descriptografar um arquivo por conta própria não é a tarefa mais simples. O pagamento aos hackers também pode não adiantar em nada, já que eles poderiam praticar extorsão e pedir ainda mais dinheiro após o primeiro depósito.

Contudo, se você está apenas preocupado em não ser invadido, boas dicas são evitar clicar em links suspeitos enviados nas redes sociais e e-mails e baixar arquivos de sites desconhecidos. Manter os programas de proteção do computador atualizados também é essencial.

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Quanto dinheiro o Facebook ganha com você e como funciona

Aos 32 anos, Mark Zuckerberg é a face mais conhecida do sucesso das redes sociais. Um quarto da população do planeta é de usuários do Facebook

A maior das redes sociais, o Facebook, está faturando mais do que nunca e a razão desse sucesso não é nenhum segredo: os seus usuários.

Em apenas três meses, entre julho e setembro deste ano, a receita do Facebook foi de mais de US$ 7 bilhões (R$ 22 bilhões), segundo a própria empresa.

O valor supera o Produto Interno Bruto (PIB) de mais de 40 países, de acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

O número cada vez maior de usuários do Facebook representa novos clientes potenciais de empresas que pagam por espaços publicitários na rede social.

Segundo o portal Statista, especializado em estatíticas e bases de dados, de julho a setembro o Facebook teve 1,79 bilhão de usuários ativos – o que equivale a um quarto da população mundial.

Quanto o Facebook ganha com você?

Se o faturamento trimestral da rede social for dividido pelo número de usuários, chega-se a US$ 4,01 (R$ 12,54) – é o que cada usuário rende em média no período.

Se for feita uma projeção anual deste valor, o resultado será US$ 16,04 (R$ 50) – é o que o quanto cada um ajudou o Facebook a ganhar em 12 meses.

Houve um aumento considerável em relação ao ano passado, quando esse valor era de US$ 11,88 (R$ 37,6).

O valor sobe à medida que cresce o número de usuários do Facebook.

No entanto, o valor econômico dos usuários varia geograficamente, de acordo com o faturamento publicitário de cada região.

Segundo os balanços divulgados pelo próprio Facebook, entre julho e setembro, cada usuário dos EUA e Canadá representou US$ 15,65 de faturamento (em torno de R$ 50), enquanto na Europa o valor foi de US$ 4,72 (cerca de R$ 15).

No resto do mundo (excluindo a região Ásia-Pacífico), a média trimestral foi de US$ 1,21 (pouco mais de R$ 3) por usuário.

Publicidade bilionária

Do faturamento de US$ 7 bilhões anunciado pelo Facebook, US$ 6,82 bilhões correspondem a publicidade.

E dessa publicidade, informa o jornal britânico The Telegraph, 84% são propagandas criadas para serem vistas em telefones celulares.

Isso não acontece por acaso. Calcula-se que 90% dos usuários do Facebook acessam suas contas pelo celular.

“Tivemos outro bom trimestre”, disse Mark Zuckerberg ao divulgar os resultados da companhia.

Mas por que cada vez mais empresas anunciam no Facebook?

Porque a rede social lhes oferece a possibilidade de atingir públicos muito específicos, segmentados por idade, sexo, escolaridade, profissão e mesmo por seus passatempos.

Ao abrir uma conta na rede de Zuckerberg, o usuário dá permissão para que sua informação pessoal seja utilizada pela rede.

Tudo o que é postado permite que a rede social conheça nossos hábitos e gostos. Isso é exatamente o que se oferece aos anunciantes.

É por isso que, se você gosta de viajar, certamente vê na página muitas propagandas de companhias aéreas. Se for estudante, talvez veja mais anúncios de fabricantes de computadores.

O Facebook deveria pagar aos usuários?

O gigantesco faturamento da rede social despertou a discussão sobre se o Facebook não deveria remunerar os usuários de alguma forma. Muitos acreditam que estes mereceriam uma compensação já que sua informação pessoal é vital para a venda de publicidade na rede.

“A maior inovação do Facebook não é a rede social, mas o fato de ter convencido as pessoas a darem muita informação em troca de quase nada”, explica Tim Wu, professor de direito da Universidade Columbia, em Nova York.

“Se fossemos inteligentes, pediríamos ao Facebook que nos pagasse”, disse Wu em entrevista à revista americana The New Yorker.

No livro Bem-vindo ao Futuro – Uma Visão Humanista Sobre o Avanço da Tecnologia (Who Owns the Future?, no original em inglês), o escritor e cientista da computação americano Jaron Lanier chega a uma conclusão semelhante.

Para ele, a informação pessoal deve ser tratada com bem que merece ser remunerado.

Quando se acessa a página do Facebook, logo abaixo da barra azul onde deve-se escrever e-mail e senha, lê-se: “Sign Up” (“Cadastre-se”). E, logo abaixo, a frase: “It’s free and always will be” (“É grátis e sempre será”).

Mas os dois especialistas concordam que os usuários pagam o Facebook com a sua informação pessoal.

E é essa a moeda de troca que torna rentável o bilionário modelo de negócio do gigante das redes sociais.