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O que é o Ciclo PDCA?

 

O Ciclo PDCA se trata de uma ferramenta de gestão muito conhecida na administração geral. De forma ampla, ele visa controlar e melhorar os processos e produtos de uma forma contínua, visto que atua como um processo que não possui intervalos, nem interrupções. Uma curiosidade sobre o Ciclo PDCA é que ele também pode ser conhecido como ciclo de Deming ou ciclo de Shewhart. Isso ocorre porque em 1930, Walter Shewhart apresentou um ciclo aplicável sobre a administração da qualidade, e este era o PDCA. Entretanto, foi somente ao longo dos anos 50, através de William Edwards Deming e suas palestras no japão, que o Ciclo PDCA se tornou amplamente conhecido ao redor do mundo.

Como já expomos acima, o PDCA tem por objetivo a melhoria contínua das etapas de um processo, por isso, ele se encontra vinculado aos fundamentos da Filosofia Kaizen (cultura japonesa referente à melhoria contínua e um dos pilares da administração da qualidade). Assim como a Filosofia Kaizen, uma das finalidades do Ciclo PDCA é a celeridade e o aperfeiçoamento dos processos de uma empresa, identificando as causas de seus problemas e implementando soluções para os mesmos. É importante ressaltar também, que devido a ferramenta se fundamentar em um ciclo, todo o seu processo é formado por atividades planejadas e recorrentes, com a teoria de que ele não possui um fim pré-determinado.

As etapas do Ciclo PDCA (passo a passo)

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O ciclo PDCA tem seu início pela etapa de planejamento (Plan), nessa etapa o objetivo é focar na parte estratégica do ciclo, ou seja, no levantamento e análise das informações. Em seguida ocorre a execução (Do), onde tudo aquilo previamente planejado é executado, gerando a necessidade de avaliar a qualidade do que está sendo feito e nos levando à etapa do processo de checagem (Check). Nessa etapa temos a verificação de tudo o que foi feito, comparando o que havia sido planejado com o resultado final e com consequentes problemas e falhas que possam ter ocorrido durante o processo. Por fim, toda essa análise implica na necessidade de ação (Act) e na correção dos problemas e divergências encontradas. Segue abaixo uma análise minuciosa de cada etapa do Ciclo PDCA:

 

1 – P = (Plan / Planejamento): Primeira etapa do ciclo. Deve-se estabelecer um plano com base nas diretrizes da empresa, estabelecendo também os objetivos, os caminhos e os métodos a serem seguidos. Depois é feita a identificação e correção dos problemas encontrados, através de uma ação corretiva eficiente. Nesta parte, constam os items descritivos do problema, as questões que se pretendem responder, as predições dessas questões (palpite sobre algo) e o desenvolvimento de um plano de ação.

 

2 – D = (Do / Executar): Significa colocar o planejamento em prática, isto é, executar o plano de ação previamente elaborado na etapa de planejamento do Ciclo PDCA, de modo rigorosamente de acordo com o planejamento pré-estabelecido. No caso, com a condução do plano, as mudanças no processo e as observações sobre o mesmo, devem ser coletados também os dados para a verificação do processo na próxima etapa do ciclo;

 

3 – C = (Check / Checagem): É a terceira etapa do Ciclo PDCA. Nela deve-se avaliar o que foi feito durante a etapa de execução, fazendo comparações e identificando as diferenças entre o planejado e o que foi realizado. Devemos verificar o que foi aprendido durante a execução do plano, comparando os resultados com as predições que foram feitas na etapa de planejamento. Sendo assim, conseguimos observar se foram alcançados os objetivos ou não. (verificação dos padrões de qualidade);

 

4 – A = (Act / Ação): É a realização das ações corretivas, que visam a correção das falhas encontradas durante o processo. Após a correção ser realizada, deve-se repetir o ciclo. É nessa etapa que o ciclo reinicia dando continuidade ao processo de melhoria contínua. Resumindo, é através da análise crítica do Ciclo PDCA que se estabelece um plano de ação definitivo para implementação das atividades a serem executadas após os estudos do ciclo.

É importante lembrarmos que as mudanças implementadas pelo Ciclo PDCA possuem dois tipos a serem considerados, que são: as mudanças reversíveis e as mudanças irreversíveis. As alterações reversíveis de um processo, são as mudanças que podemos retornar ao estágio inicial, ou seja, ao seu estado de origem. São aquelas que mesmo tendo ocorrido, podem ser revertidas sem deixar nenhum vestígio no sistema ou processo, como por exemplo, alterações num determinado procedimento. Já as mudanças irreversíveis, são as alterações que uma vez implementadas nunca mais poderão ser desfeitas (o estágio anterior não pode mais ser atingido). Nós podemos citar, as alterações na estrutura organizacional de uma empresa como um exemplo de mudança irreversível.

Vantagens e cuidados na utilização do Ciclo PDCA

cuidados-ciclo-pdcaConsiderado uma das primeiras ferramentas de gestão da qualidade, o Ciclo PDCA permite de forma otimizada e contínua a análise e controle sobre os mais diversos processos existentes numa empresa. Essa ferramenta é um método amplamente aplicado para aumentar a confiabilidade e a eficiência das atividades de uma organização. Com sua metodologia de gestão baseada em quatro passos, o ciclo é considerado uma das mais simples dentre as sete ferramentas da qualidade.

Seu modelo intuitivo é realmente fácil de aplicar e traz ganhos reais para toda e qualquer empresa que fizer uso dele. No geral, devemos lembrar que o PDCA se trata de um ciclo e, portanto, deve continuamente “rodar”. Para isso acontecer, todas as suas fases devem ocorrer sem exceção, pois a omissão de uma das fases (qualquer uma) pode causar prejuízos e falhas no processo como um todo. Sendo assim, ao fazer uso do Ciclo PDCA você deve evitar tomar atitudes como: fazer sem planejar; parar após o ciclo completar uma volta; fazer e não checar; planejar, fazer, checar, mas não agir corretivamente; definir metas e não ter o pessoal preparado para executá-las ou definir metas, mas não saber os métodos para atingi-las.

Além de induzir melhoramentos e otimizar as diretrizes de controle, o Ciclo PDCA parte do pressuposto de que as coisas podem sempre melhorar além do parâmetro em que já se encontram. Por isso, deve-se sempre estar atento aos possíveis desvios e estratificações de baixa qualidade em relação ao planejamento pré-elaborado. Caso isso ocorra, a equipe que esteja aplicando o PDCA deverá agir de modo a manter o andamento do ciclo ao máximo dentro do que fora planejado, a fim de sustentar sua eficiência em relação ao melhoramento dos processos organizacionais. Vale lembrar também, que para aumentar as vantagens do ciclo, o mesmo pode ser utilizado em conjunto com as outras ferramentas da qualidade, como por exemplo, a Análise SWOT e o 5W2H.

Conclusão – Ciclo PDCA

 

Em resumo, cada vez que um problema é identificado e solucionado, o processo trabalhado pelo Ciclo PDCA passa para um novo patamar de qualidade, uma vez que os problemas que antes afligiam o processo em questão passam a ser vistos como oportunidades de melhorias sobre o mesmo. Este ciclo permite integrar as etapas de modo relativamente simples, já que sua utilização pode acontecer em qualquer processo organizacional (não necessariamente em processos de negócios). Quando se trata exclusivamente de processos de negócios, o Ciclo PDCA auxilia na integração das etapas produtivas, envolvendo gestores e colaboradores em geral, tornando eles responsáveis pela qualidade de um processo específico.
Sendo assim, conseguimos entender que essa ferramenta da qualidade proporciona, de forma qualitativa, melhorias em qualquer processo na qual seja utilizada. Podemos citar ainda que o PDCA pode ser utilizado não somente no ambiente de trabalho, mas também na sua vida pessoal. Vários autores já citaram a possibilidade de utilização do Ciclo PDCA na vida pessoal, e assim como somos treinados para gerir organizações e a extrair para elas os melhores resultados existentes, nada mais conveniente do que usarmos também os recursos da administração em nossas vidas, correto? Sendo assim, não se prenda somente aos âmbitos e aspectos profissionais que a ferramenta transparece, utilize-a em benefício próprio também.

Por fim, é importante lembrar que o processo de melhoria contínua deve sempre continuar, não precisando necessariamente ter uma conclusão. O processo de melhoria proporcionado pelo PDCA deve ter por base as ações corretivas do ciclo primário, por isso, sempre ao final de cada ciclo deve-se iniciador um novo circuito, tendo em vista uma melhoria ainda mais específica do processo e de suas etapas. Teoricamente esse é o grande segredo do sucesso do Ciclo PDCA, pois as melhorias que ocorrem a partir de outra feita anteriormente ajudam a gerar um processo de qualidade e ao mesmo tempo altamente produtivo para a empresa em si. Bom pessoal, terminamos por aqui. Comentem o que vocês acham do Ciclo PDCA e compartilhem as experiências que tiveram com essa excelente ferramenta da administração e da qualidade.

Autor: Filipe Bezerra
Referências Bibliográficas:
MARTINS, Petrônio. Administração da Produção. Saraiva, 2005. 
WERKEMA, Cristina. Métodos PDCA e DMAIC e suas ferramentas analíticas. Campus, 2012.

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Dicas para economizar e não cair em golpes nessa Black Friday

Falta exatamente uma semana para a maior enxurrada de descontos do ano, a Black Friday, no dia 25 de novembro. As reclamações de falsas promoções diminuíram desde o início do evento no Brasil, segundo o site Reclame Aqui, mas ainda há riscos de cair em armadilhas.

Como saber se os descontos realmente valem a pena ou são maquiados pelas empresas? Veja as dicas a seguir para não gastar dinheiro à toa.

1. Monitore o histórico de preços

Ainda é comum empresas aumentarem os preços nos dias anteriores à Black Friday, com a promessa de oferecer descontos estratosféricos na data promocional. Foi o que percebeu a publicitária Camila Piccinini, 24, que há quatro meses pesquisa preços de eletrodomésticos para sua casa nova.

Com a ajuda de sites comparadores de preços, como o Buscapé e o Bondfaro, ela monitora o histórico dos valores dos produtos, com a esperança de aproveitar a Black Friday. “Eu não fazia ideia se os preços estavam bons ou não. O problema é que, quanto mais eu controlo, mais eu vejo todas as sacanagens das empresas, com propagandas enganosas”, denuncia.

O gráfico mais assustador de Camila é o que monitora os preços de microondas nos últimos seis meses. Desde o início de novembro, os preços saltaram 30% e alcançaram um patamar nunca visto antes.

Black Friday; Buscapé

Desse jeito, Camila só vai aproveitar a Black Friday se os preços caírem proporcionalmente além do que já aumentaram. Se não, prefere esperar a promoção passar.

Monitorar esse histórico de preços, com a ajuda de sites, é fundamental para ter certeza de que os descontos valem a pena. Lembre de incluir nas comparações o valor do frete, que às vezes sobe na data do evento, como aconselha Francisco Cantão, sócio-diretor da Proxy Media, empresa organizadora da campanha Black Friday de Verdade.

2. Comece a busca de madrugada ou no início do dia

Se encontrar boas promoções logo no início do evento, a partir da meia-noite, Cantão recomenda não esperar para comprar. “Até podem existir descontos melhores ao longo do dia, mas a tendência é que as promoções mais agressivas aconteçam no início do evento”, explica.

Descontos de 20% já são relevantes para eletrodomésticos, pois a margem dos varejistas para produtos linha branca são menores. Já para móveis, roupas, alimentos e bebidas, você pode exigir descontos maiores, de 50%, como orienta Cantão.

3. Planeje as compras

É verdade que a Black Friday é uma ótima oportunidade para encontrar produtos por preços melhores, mas a compra exige um planejamento mínimo, como lembra o educador financeiro José Vignoli, do SPC Brasil. Antes de comprar por impulso, faça uma revisão das próximas faturas do cartão de crédito e avalie quanto as novas parcelas vão pesar no orçamento.

Não esqueça que o fim do ano acarreta despesas extras, como o IPVA, o IPTU e a matrícula escolar. Organize o orçamento de forma que você não fique com a corda no pescoço. “Compre só o que se adequar ao seu fluxo de caixa e o que não transforme você em um escravo das parcelas”, orienta Vignoli.

4. Pague com cartão de crédito

Ué, especialistas em finanças pessoais estão recomendando usar o cartão de crédito? É isso mesmo, pois em compras na internet, esse é o meio de pagamento mais seguro. Esqueça aquele estigma de que é inseguro digitar os dados da cartão na web, como recomenda Tom Canabarro, cofundador do Konduto, sistema que barra fraudes na internet.

Ao pagar com cartão, você poderá solicitar ao banco o estorno da transação, se tiver qualquer problema. Já se pagar com boleto bancário, não há nenhuma garantia de que receberá o dinheiro de volta. Por isso, desconfie de sites que só aceitam pagamentos por boleto bancário.

5. Copie ou fotografe as telas das etapas da compra

Se houver algum erro na compra, como a cobrança de um valor maior do que o prometido ou o não recebimento do produto, salvar as imagens das etapas da compra no site pode ajudar a comprová-la.

Guarde também os e-mails de confirmação e de prazo de entrega enviados pelo site, como sugere Diógenes Carvalho, diretor do Instituto Brasileiro de Política e Direito do Consumidor (Brasilcon), mestre em direito econômico e doutor em economia comportamental.

Nessa situação de erro, tente primeiro negociar de forma amigável com a loja, como aconselha Ione Amorim, economista do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). Se não adiantar, procure o Procon da sua cidade ou denuncie o site na Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon).

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Vírus que causou problemas na Europa chega ao Brasil, saiba como se proteger

O uso de ransomwares está cada vez mais na moda no mundo dos cibercriminosos. Prova disso é que o temido Crypt888, vírus que causou bastante problema na Europa, principalmente na Itália e na República Tcheca, já chegou ao Brasil e está deixando muita gente preocupada.

Como de praxe, o arquivo malicioso infecta o computador da vítima criptografando todo o conteúdo gravado no HD. Para liberar o acesso aos dados, o criminoso cobra uma espécie de “resgate” que, no caso desse golpe em específico, custa R$ 2 mil.

Tudo é pago por bitcoin, moeda criptografada que não é facilmente rastreável. Se você não sabe como fazer isso, não tem problema. Os próprios invasores explicam passo a passo como comprar o dinheiro virtual e transferi-lo para a carteira virtual indicada.

A peculiaridade desse golpe em relação aos outros é que ele traz o aviso de que o computador foi infectado e as instruções de pagamento em português. Um indício de que hackers brasileiros mal-intencionados tenham copiado o esquema dos criminosos estrangeiros.

Como se proteger

Se você já foi infectado, é bastante provável que não haja muita coisa a ser feita, já que descriptografar um arquivo por conta própria não é a tarefa mais simples. O pagamento aos hackers também pode não adiantar em nada, já que eles poderiam praticar extorsão e pedir ainda mais dinheiro após o primeiro depósito.

Contudo, se você está apenas preocupado em não ser invadido, boas dicas são evitar clicar em links suspeitos enviados nas redes sociais e e-mails e baixar arquivos de sites desconhecidos. Manter os programas de proteção do computador atualizados também é essencial.

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Quanto dinheiro o Facebook ganha com você e como funciona

Aos 32 anos, Mark Zuckerberg é a face mais conhecida do sucesso das redes sociais. Um quarto da população do planeta é de usuários do Facebook

A maior das redes sociais, o Facebook, está faturando mais do que nunca e a razão desse sucesso não é nenhum segredo: os seus usuários.

Em apenas três meses, entre julho e setembro deste ano, a receita do Facebook foi de mais de US$ 7 bilhões (R$ 22 bilhões), segundo a própria empresa.

O valor supera o Produto Interno Bruto (PIB) de mais de 40 países, de acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

O número cada vez maior de usuários do Facebook representa novos clientes potenciais de empresas que pagam por espaços publicitários na rede social.

Segundo o portal Statista, especializado em estatíticas e bases de dados, de julho a setembro o Facebook teve 1,79 bilhão de usuários ativos – o que equivale a um quarto da população mundial.

Quanto o Facebook ganha com você?

Se o faturamento trimestral da rede social for dividido pelo número de usuários, chega-se a US$ 4,01 (R$ 12,54) – é o que cada usuário rende em média no período.

Se for feita uma projeção anual deste valor, o resultado será US$ 16,04 (R$ 50) – é o que o quanto cada um ajudou o Facebook a ganhar em 12 meses.

Houve um aumento considerável em relação ao ano passado, quando esse valor era de US$ 11,88 (R$ 37,6).

O valor sobe à medida que cresce o número de usuários do Facebook.

No entanto, o valor econômico dos usuários varia geograficamente, de acordo com o faturamento publicitário de cada região.

Segundo os balanços divulgados pelo próprio Facebook, entre julho e setembro, cada usuário dos EUA e Canadá representou US$ 15,65 de faturamento (em torno de R$ 50), enquanto na Europa o valor foi de US$ 4,72 (cerca de R$ 15).

No resto do mundo (excluindo a região Ásia-Pacífico), a média trimestral foi de US$ 1,21 (pouco mais de R$ 3) por usuário.

Publicidade bilionária

Do faturamento de US$ 7 bilhões anunciado pelo Facebook, US$ 6,82 bilhões correspondem a publicidade.

E dessa publicidade, informa o jornal britânico The Telegraph, 84% são propagandas criadas para serem vistas em telefones celulares.

Isso não acontece por acaso. Calcula-se que 90% dos usuários do Facebook acessam suas contas pelo celular.

“Tivemos outro bom trimestre”, disse Mark Zuckerberg ao divulgar os resultados da companhia.

Mas por que cada vez mais empresas anunciam no Facebook?

Porque a rede social lhes oferece a possibilidade de atingir públicos muito específicos, segmentados por idade, sexo, escolaridade, profissão e mesmo por seus passatempos.

Ao abrir uma conta na rede de Zuckerberg, o usuário dá permissão para que sua informação pessoal seja utilizada pela rede.

Tudo o que é postado permite que a rede social conheça nossos hábitos e gostos. Isso é exatamente o que se oferece aos anunciantes.

É por isso que, se você gosta de viajar, certamente vê na página muitas propagandas de companhias aéreas. Se for estudante, talvez veja mais anúncios de fabricantes de computadores.

O Facebook deveria pagar aos usuários?

O gigantesco faturamento da rede social despertou a discussão sobre se o Facebook não deveria remunerar os usuários de alguma forma. Muitos acreditam que estes mereceriam uma compensação já que sua informação pessoal é vital para a venda de publicidade na rede.

“A maior inovação do Facebook não é a rede social, mas o fato de ter convencido as pessoas a darem muita informação em troca de quase nada”, explica Tim Wu, professor de direito da Universidade Columbia, em Nova York.

“Se fossemos inteligentes, pediríamos ao Facebook que nos pagasse”, disse Wu em entrevista à revista americana The New Yorker.

No livro Bem-vindo ao Futuro – Uma Visão Humanista Sobre o Avanço da Tecnologia (Who Owns the Future?, no original em inglês), o escritor e cientista da computação americano Jaron Lanier chega a uma conclusão semelhante.

Para ele, a informação pessoal deve ser tratada com bem que merece ser remunerado.

Quando se acessa a página do Facebook, logo abaixo da barra azul onde deve-se escrever e-mail e senha, lê-se: “Sign Up” (“Cadastre-se”). E, logo abaixo, a frase: “It’s free and always will be” (“É grátis e sempre será”).

Mas os dois especialistas concordam que os usuários pagam o Facebook com a sua informação pessoal.

E é essa a moeda de troca que torna rentável o bilionário modelo de negócio do gigante das redes sociais.

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Dicas para ser um YouTuber de sucesso

Moda, literatura, música, culinária e até alguma situação engraçada que aconteceu com você podem virar temas de canais no YouTube. Todos os dias, novos vídeos são postados no site com formatos curtos e sem muita produção, a maioria com o próprio dono da página na apresentação, mostrando suas próprias ideias.

Este formato gera muitas visualizações e seguidores fiéis, por isso acaba atraindo também publicitários e o próprio YouTube. E é aí que a brincadeira de fazer vídeos pode virar um negócio lucrativo.

Com mais de 72 mil likes em seu canal, a jornalista e vlogueira Fernanda Catânia, a Foquinha, nos conta que para ser umayoutuber (ou vlogger) de sucesso é preciso se destacar no mundão da internet. Isso é possível cuidando de alguns detalhes essenciais, saiba quais são eles:

1. Fale sobre o que você gosta

Assim você se sente mais confortável diante das câmeras. Se souber cozinhar, por exemplo, por que não um canal de culinária?

2. Abuse da criatividade

Hoje o YouTube abriga vários tipos de canais, então depois de escolher o seu tema, comece a explorar ideias e criar algo novo. “Se você quiser se diferenciar nessa gama, tem que haver um diferencial!”, alerta Foquinha.

3. Coloque suas ideias no papel

Escolha o melhor método para desenvolver qualquer assunto diante de uma câmera: crie um roteiro, faça anotações em um quadro, escreva tópicos para lembrar dos assuntos a serem tratados… O que funcionar melhor para você.

“Não precisa repetir cada palavra que você planejar, até porque assim ficaria algo muito ensaiado. Apenas mantenha uma base para não se perder na hora de gravar”, aconselha a vlogueira.

4. A atualização do canal será seu compromisso

No início do seu vlog, escolha um dia da semana e se organize para ter o vídeo prontinho para ser postado no YouTube. “Não só pra galera saber quando terá novidades, mas também para ganhar espaço no YouTube e firmar seu canal”, justifica a jornalista.

Depois você poderá aumentar a quantidade de vlogs, incluindo quadros e respondendo tags, atividades muito comuns dos youtubers. Só não deixe de cumprir as datas que você prometeu aos seguidores!

5. Fique de olho em todas as redes

O YouTube permite muita interação nos comentários e calcula seu número de inscritos, que recebem notificações por e-mail toda vez que saem vídeos novos no canal. Mas não se esqueça que ainda tem gente no Facebook, Twitter ou Instagram que precisa ser avisada das novidades por meio dessas redes.

Foquinha conta que aprendeu a importância das redes com sua própria experiência: “Eu sempre percebo um aumento de visualizações quando aviso que tem vídeo novo pelo Instagram e as outras redes”.

6. Ouça seu público

Tendo o principal assunto do canal definido será mais fácil reunir o público interessado, mas nada de entrar na zona de conforto e só esperar pelas visualizações! Foquinha ressalta a importância de acompanhar o interesse dos fãs do canal e atender a pedidos quando possível: “A internet é flexível, permite que a gente crie sempre coisas novas. Principalmente no YouTube! Dentro de um canal é possível criar novos quadros e inovar sempre”.

7. Confie na sua personalidade

Para a youtuber, a ideia de ser você mesma diante das câmeras não é um clichê. “Assuma sua característica mais forte e leve para os vídeos. Se você for a piadista do seu grupo de amigos, por exemplo, mostre seu perfil engraçado”, explica. E ela ressalta: “Lembre-se que quem vai assistir são pessoas normais como você, não precisa ter medo”.

8. Escolha o melhor cenário

É importante ter um lugar calmo e sem muito barulho, onde você possa ter certeza que não será interrompida durante a gravação. Este local será seu cenário pelo menos no começo do seu vlog, então avalie se há boa iluminação e aposte numa decoração divertida. “Gravar na frente de um fundo branco pode ficar meio sem graça, né?”, observa Foquinha.

9. Trabalhe com o que puder

Não precisa gastar horrores em câmera, microfone, iluminação e outros tipos de equipamentos profissionais, este é um investimento que deve ser pensado de acordo com o crescimento e necessidade do seu canal.

Foquinha tranquiliza as aspirantes ayoutubers: “Uma câmera com boa resolução e um lugar bem selecionado são os itens mais importantes para começar”.

10. Edição é a alma do negócio

“Se você não souber fazer, é bom ter alguém que saiba para trabalhar com você”, aconselha Foquinha. Segundo ela, o corte de espaços longos entre as falas, as “sujeirinhas” como chama Foquinha, é uma técnica de edição essencial para vlogs.

A experiência de consumir conteúdo pelo YouTube não é a mesma que pela televisão, na internet o espectador prefere vídeos curtos. Isso também pode ser resolvido com a edição, com a função você pode controlar o tempo ou deixar um vídeo muito longo mais interessante.

Editando seus vídeos você pode também inserir trilha sonora e animações que mostram a identidade do seu canal.

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Facebook vai informar quem visitou o seu perfil? Não caia nessa

Alguns amigos e clientes nos questionaram sobre um possível novo recurso do Facebook que informaria quem visitou o seu perfil – assim como Orkut fazia. Lembra? Trata-se, no entanto, de um boato falso, que já surgiu outras vezes (e era falso das outras vezes também).

A assessoria de imprensa do Facebook no Brasil diz desconhecer o assunto. Além disso, a própria rede social alega que rastrear a navegação dos usuários dessa maneira não é possível – e sugere que seus usuários denunciem aplicativos ou extensões que se digam capazes de fazer isso.

Boato antigo

O rumor em questão é antigo e costuma surgir nessa época do ano, como aconteceu em 2012, 2013 e 2014. Em geral, vem acompanhado de supostos prints, todos falsos, que dizem ilustrar como será a mudança (como os abaixo):

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Posts com esse boato geralmente vêm acompanhados também de uma data a partir da qual essa mudança acontecerá. Algumas das datas mais comuns são 12, 16 e 21 de abril. Vale falar novamente: todas as datas são falsas.

A sugestão do Facebook para denunciar aplicativos e extensões que alegam ser capazes de fornecer essa informação é válida. Muitas vezes, esses programas exigem que o usuário compartilhe informações pessoais para funcionar, e depois retornam apenas nomes aleatórios de amigos como se fossem os “maiores stalkers” do perfil. Alguns deles podem ser até mesmo tentativas de phishing (roubo de informações bancárias) ou podem instalar arquivos nocivos no computador do usuário.