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Dicas para economizar e não cair em golpes nessa Black Friday

Falta exatamente uma semana para a maior enxurrada de descontos do ano, a Black Friday, no dia 25 de novembro. As reclamações de falsas promoções diminuíram desde o início do evento no Brasil, segundo o site Reclame Aqui, mas ainda há riscos de cair em armadilhas.

Como saber se os descontos realmente valem a pena ou são maquiados pelas empresas? Veja as dicas a seguir para não gastar dinheiro à toa.

1. Monitore o histórico de preços

Ainda é comum empresas aumentarem os preços nos dias anteriores à Black Friday, com a promessa de oferecer descontos estratosféricos na data promocional. Foi o que percebeu a publicitária Camila Piccinini, 24, que há quatro meses pesquisa preços de eletrodomésticos para sua casa nova.

Com a ajuda de sites comparadores de preços, como o Buscapé e o Bondfaro, ela monitora o histórico dos valores dos produtos, com a esperança de aproveitar a Black Friday. “Eu não fazia ideia se os preços estavam bons ou não. O problema é que, quanto mais eu controlo, mais eu vejo todas as sacanagens das empresas, com propagandas enganosas”, denuncia.

O gráfico mais assustador de Camila é o que monitora os preços de microondas nos últimos seis meses. Desde o início de novembro, os preços saltaram 30% e alcançaram um patamar nunca visto antes.

Black Friday; Buscapé

Desse jeito, Camila só vai aproveitar a Black Friday se os preços caírem proporcionalmente além do que já aumentaram. Se não, prefere esperar a promoção passar.

Monitorar esse histórico de preços, com a ajuda de sites, é fundamental para ter certeza de que os descontos valem a pena. Lembre de incluir nas comparações o valor do frete, que às vezes sobe na data do evento, como aconselha Francisco Cantão, sócio-diretor da Proxy Media, empresa organizadora da campanha Black Friday de Verdade.

2. Comece a busca de madrugada ou no início do dia

Se encontrar boas promoções logo no início do evento, a partir da meia-noite, Cantão recomenda não esperar para comprar. “Até podem existir descontos melhores ao longo do dia, mas a tendência é que as promoções mais agressivas aconteçam no início do evento”, explica.

Descontos de 20% já são relevantes para eletrodomésticos, pois a margem dos varejistas para produtos linha branca são menores. Já para móveis, roupas, alimentos e bebidas, você pode exigir descontos maiores, de 50%, como orienta Cantão.

3. Planeje as compras

É verdade que a Black Friday é uma ótima oportunidade para encontrar produtos por preços melhores, mas a compra exige um planejamento mínimo, como lembra o educador financeiro José Vignoli, do SPC Brasil. Antes de comprar por impulso, faça uma revisão das próximas faturas do cartão de crédito e avalie quanto as novas parcelas vão pesar no orçamento.

Não esqueça que o fim do ano acarreta despesas extras, como o IPVA, o IPTU e a matrícula escolar. Organize o orçamento de forma que você não fique com a corda no pescoço. “Compre só o que se adequar ao seu fluxo de caixa e o que não transforme você em um escravo das parcelas”, orienta Vignoli.

4. Pague com cartão de crédito

Ué, especialistas em finanças pessoais estão recomendando usar o cartão de crédito? É isso mesmo, pois em compras na internet, esse é o meio de pagamento mais seguro. Esqueça aquele estigma de que é inseguro digitar os dados da cartão na web, como recomenda Tom Canabarro, cofundador do Konduto, sistema que barra fraudes na internet.

Ao pagar com cartão, você poderá solicitar ao banco o estorno da transação, se tiver qualquer problema. Já se pagar com boleto bancário, não há nenhuma garantia de que receberá o dinheiro de volta. Por isso, desconfie de sites que só aceitam pagamentos por boleto bancário.

5. Copie ou fotografe as telas das etapas da compra

Se houver algum erro na compra, como a cobrança de um valor maior do que o prometido ou o não recebimento do produto, salvar as imagens das etapas da compra no site pode ajudar a comprová-la.

Guarde também os e-mails de confirmação e de prazo de entrega enviados pelo site, como sugere Diógenes Carvalho, diretor do Instituto Brasileiro de Política e Direito do Consumidor (Brasilcon), mestre em direito econômico e doutor em economia comportamental.

Nessa situação de erro, tente primeiro negociar de forma amigável com a loja, como aconselha Ione Amorim, economista do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). Se não adiantar, procure o Procon da sua cidade ou denuncie o site na Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon).

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